Me apaixonei por cinco minutos como acontece toda vez.
Cerveja, para mim, é inspirador. E bastante afrodisíaco. Talvez para todo mundo, porque as pessoas bebem e dão com muito mais facilidade do que na dureza da vida sóbria. Mas eu não estou falando de tesão de cerveja. Estou falando de amor de verdade.
Eu bebo e fico completamente apaixonada. Imploro para o cara me ligar no dia seguinte, combino viagens, faço planos, danço pelas calçadas.
Alguns não acreditam e nunca me ligam, deixando minha ressaca moral muito mais aliviada. Outros ainda caem. E me ligam, me mandam mensagens, e-mails e acabam me chamando de louca, quando percebem que eu não vou responder mesmo.
Sábado eu encontrei um amor desses. Desses verdadeiríssimos ao décimo gole de cerveja. Interessantésimo, alto, moreno, falava bem, pegava bem. Não sei se bonito, mas isso pouco importa. Ele apertava a minha cintura a fim de sentir meus ossos. Estava sozinho, era médico, bem sucedido, 31 anos. Carrão, deixou minha amiga em casa e seguiu comigo no banco carona. O sol já raiava lá fora das janelas com insulfilm e isso corta muito esse lance meu de paixão. Caí na real e me desapaixonei – nunca dura até o dia seguinte.
Além de me desapaixonar, também me desinteressei. Só bêbadas acreditam que existiria algum cara boa pinta, rico, médico e inteligente desacompanhado por aí. Cheguei à conclusão lógica e muito óbvia de que ou ele era um charlatão, ou era casado e não valia nada. Entre as duas opções, muito em breve saberia qual era a verdadeira. Se fosse tudo mentira, ele não me deixaria em casa. Tentaria me levar para o apartamento dele, para garantir a foda da noite. Se fosse casado, me largaria com um beijo seco, desejando ‘durma bem'.
Cerveja, para mim, é inspirador. E bastante afrodisíaco. Talvez para todo mundo, porque as pessoas bebem e dão com muito mais facilidade do que na dureza da vida sóbria. Mas eu não estou falando de tesão de cerveja. Estou falando de amor de verdade.
Eu bebo e fico completamente apaixonada. Imploro para o cara me ligar no dia seguinte, combino viagens, faço planos, danço pelas calçadas.
Alguns não acreditam e nunca me ligam, deixando minha ressaca moral muito mais aliviada. Outros ainda caem. E me ligam, me mandam mensagens, e-mails e acabam me chamando de louca, quando percebem que eu não vou responder mesmo.
Sábado eu encontrei um amor desses. Desses verdadeiríssimos ao décimo gole de cerveja. Interessantésimo, alto, moreno, falava bem, pegava bem. Não sei se bonito, mas isso pouco importa. Ele apertava a minha cintura a fim de sentir meus ossos. Estava sozinho, era médico, bem sucedido, 31 anos. Carrão, deixou minha amiga em casa e seguiu comigo no banco carona. O sol já raiava lá fora das janelas com insulfilm e isso corta muito esse lance meu de paixão. Caí na real e me desapaixonei – nunca dura até o dia seguinte.
Além de me desapaixonar, também me desinteressei. Só bêbadas acreditam que existiria algum cara boa pinta, rico, médico e inteligente desacompanhado por aí. Cheguei à conclusão lógica e muito óbvia de que ou ele era um charlatão, ou era casado e não valia nada. Entre as duas opções, muito em breve saberia qual era a verdadeira. Se fosse tudo mentira, ele não me deixaria em casa. Tentaria me levar para o apartamento dele, para garantir a foda da noite. Se fosse casado, me largaria com um beijo seco, desejando ‘durma bem'.
O carro virou o Corte. Desceu minha rua, foi se aproximando do meu prédio. Ele estacionou. Eu estava em casa, logo, ele era casado. Como respeito muito casamentos alheios, sem pestanejar, coloquei as mãos na maçaneta do carro e ameacei abrir a porta quando ele me interrompeu.
- Vai sair assim? Sem deixar pistas nem rastros?
Dei meu telefone e estou até agora tentando pensar numa terceira opção, porque verdade ele não pode ser. Desse tipo aí, já está esgotado no mercado faz tempo.
- Vai sair assim? Sem deixar pistas nem rastros?
Dei meu telefone e estou até agora tentando pensar numa terceira opção, porque verdade ele não pode ser. Desse tipo aí, já está esgotado no mercado faz tempo.
2 comentários:
Será que não é um viado disfarçado?
It was all a dream
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