segunda-feira, 1 de junho de 2009

Simples assim

E então ele me diz que tem medo.
- Ora, que medo?
- Segredo.
Eu, medo? Não tenho. Me meto, me mato.
Me afasto e me volto quantas vezes quiser.
Ele tem medo.
Eu sou brinquedo, sou vento. Ele, lento.
Eu, desalento.
Sou incertezas, inseguras, impurezas, me segura?
Não me solta, me toca, me atira, me tira a mentira.
Quero fazer diferente.
Te juro! Te beijo, te provo, te testo.
Detesto esse medo, esse cedo, esses dedos.
O futuro é depois.
O depois já passou.
O presente é a dois.
Se não der, quem nunca errou?

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