Me encontra às nove, me abraça, me beija. Depois se queixa, me olha. Quero dançar, descer até o chão, te ver de longe, te provocar. Deixa para a pista o que passou, deixa virar fumaça nossos passados.
Que importa?
Em luzes rápidas e coloridas, tudo fica bom.
Me dá a mão, me gira rápido, perca o ar entre minhas pernas. Seja bom, seja ruim, não me deixe aqui, ou lá. Vamos mergulhar nessa história, deixa para as próximas páginas o futuro, o incerto, a delícia das surpresas que virão.
Você acredita?
De olhos apertados e fechados, eu sou só coração.
Me cure disso, toque uma música boa – dessas que eu vou ouvir depois e lembrar de coisas nossas. Grita comigo, me morda, me deixe sem fôlego, acelere meus batimentos e depois os desacelere, mas com cuidado.
Deixa acontecer?
Fica bem mais fácil com pés altos e fora do chão.
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