Me sinto a menina mais feliz do mundo durante a semana. Obviamente, este sentimento não é tão romântico a ponto de me atingir pelos dias inteiros, do início ao fim. Salvam-se alguns minutos em que eu não sou, definitivamente, a menina mais feliz do mundo. Como a hora de acordar, por exemplo. Ou o trânsito da Avenida Rio Branco – novo ainda para mim, centenário para outros. Ou o momento de escalar a esteira da academia, sabendo que dali, só sairei meia hora depois, com um palmo de língua para fora.
Porém, no restante das horas, me sinto (sim!) a menina mais feliz do mundo.
Até sexta-feira.
A partir daí, tudo muda de figura. Questionamentos (daqueles que não levam ninguém a lugar algum) começam a me dominar e uma raiva, uma irritação de tudo, sobe descontroladamente à minha cabeça. Mau humor, pode até ser. Mas há mais chances de ser carência, mesmo... carência dessas que estremecem todas as nossas bases e nos fazem refletir se tudo isso é mesmo tudo isso. - Confuso o que estou escrevendo, né? Dane-se. Hoje, escrevo só para mim. O espaço é meu.
Mentira.
Fosse mesmo, não seria um pretensioso blog na Internet. Agora, além de carente, eu também finjo. Mas disso eu já sabia. Sou fingida, muitas vezes.
Deixa isso para lá.
Voltando à menina-mais-feliz-do-mundo-até-sexta-feira.
Porque chega sexta e ele não está. O telefone não é mais suficiente. Ele não está e é esta a situação. O carinha da academia? Está. O do ponto de ônibus? Está também. Mas ele... ele não está. E todo este vazio, que parece se esconder por entre as infinitas reuniões e afazeres do trabalho durante a semana, se evidencia na sexta-feira. Preenche o sábado e termina só no domingo, quando a minha irritação pára de vir da carência, e começa a vir do Domingão do Faustão.
Até que chega segunda, enfim. E eu volto a ser a menina mais feliz do mundo de novo, mesmo que seja só outro fingimento, baseado em sombras que escondem a verdadeira dor da carência e da saudade da minha realidade.
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