Ultimamente tenho sentido inveja do Word. Sabe esse programinha de escrever no computador? Então, o Word. Tenho tido inveja dele.
Algumas ferramentas que ele possui me deixam encantada.
A primeira delas é aquele clips que fica permanentemente ali do lado da tela, enchendo o saco, com olhos arregalados, dando conselhos chatíssimos que ninguém segue. É claro que não é do clips em si que eu tenho inveja, até porque nós bem que temos algo semelhante, porém menos lúdico, chamado consciência.- Que está sempre ali, no canto da tela, palpitando. O que eu acho simplesmente brilhante na consciência do Word é o xizinho que fica em cima do clips e nos permite mandar ele e os conselhos dele para o brejo quando bem entendemos. Isso sim me dá água na boca. Quem me dera um xizinho para minha consciência nos momentos em que eu quisesse fazê-la calar a boca.
Outra coisa Wôrdica que igualmente me fascina é o Corretor Automático. Este seria sensacional na minha vida. Estou saindo de casa sem chaves e opa!, haveria uma linha vermelha onduladinha me alertando de que estou errada. O sublinhado repressor também apareceria quando meus minutos de celular estourassem, quando eu pensasse em comer um bolo de baunilha inteiro, quando atravessasse a rua sem olhar para os dois lados. Seria absolutamente fantástico. E tão mais fácil.
Porém, nada é mais magnífico do que o Salvar Como. Putz! Como eu precisava desse botão para mim. Escolher o que memorizar e onde guardar deve ser um raro prazer. Pelo menos é o que eu, vítima da esclerose precoce, imagino. Se eu tivesse um Salvar Como em mim colocaria em Meus Documentos a minha festa de aniversário de vinte e um anos. O dia seguinte desta festa, eu jogaria na Lixeira junto com toda a ressaca que decorou aquele domingo. Minha viagem de balão, armazenaria em Minhas Imagens e o final de semana passado, em Favoritos. Tudo organizadinho, bem diferente deste triângulo das Bermudas que é a minha memória.
Em especial, esses acessórios são os que mais me matam de inveja. Mas ainda existe o delicioso botão de Delete, a simples maneira que só o Word tem de virar a página e a sua enorme flexibilidade em aceitar letras grandes, gordas, de todas as cores e fontes igualmente. Isso sem citar a maravilhosa capacidade que ele tem de ficar minimizado quando não está a fim de se socializar e de desfazer as últimas ações sem trauma.
Nossa... o Word é que é feliz.
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