sábado, 28 de abril de 2007

Ó eu aqui

Que mania chata de gente querendo aparecer. Cada um com o seu artifício, cada um tentando chegar na ponta da pirâmide humana que é a sociedade. Um dia é ela no topo, com peitos para cima, cabelos dourados. No dia seguinte já é outro, com o carro do ano, motor flex-power-mix-plus-a-porra-toda. Todo mundo lutando para chegar lá em cima por pelo menos cinco minutos. Pisando nas outras cabeças, é claro. Cabeças essas que vão para cima de mais outras que por sua vez, pisam em outras mais.
Ô coisa egoísta.

Então, para esses minutos de atenção, surgem todos os tipos de melancias no pescoço:
Ele já morou na Nova Zelândia, ela já foi modelo, aquele sabe falar japonês, aquela samba muito bem. Pode ser um grito, um corte de cabelo, músculos definidos, um relógio caro, 180 fãs no Orkut, uma festa de aniversário lotada, beber, fumar e cheirar, cantar a letra de um hip hop em inglês, saber de arte, ser intelectual, uma tatuagem, um Fotolog com momentos super-felizes, uma risada forçada mal disfarçada, conhecer a Xuxa, uma história tristíssima, a melhor nota da turma, um blog na Internet.

Todo mundo dando o seu jeito para ser olhado por um instante.
Que negocinho bobo...

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