Eu não estou entendendo nada.
Nunca tive ninguém para me explicar e eu sempre consegui entender o mínimo. Agora não consigo entender nada.
A mão que treme, a voz que falha. A resposta que nunca vem, a pergunta que nunca vai: será?
Enquanto a excêntrica euforia brasileira veste as ruas de verde e amarelo. A alegria alheia me irrita e me deixa pior, tenho que assumir.
Todos torcendo por um time. Que bonito. Na minha torcida, não tem ninguém. Estou sozinha nesse jogo. E ainda não decidi se eu ganho mais se vencer ou se perder.
Se vencer, continuo no campeonato. E garanto mais partidas dessas solitárias até o prêmio maior, que eu nem sei qual é.
Se perder, paro por aqui. Não tem mais jogo, não tem mais vitória. Mas tem a paz que remanesce do céu e me tira dessa solidão tão minha que me cega e não me deixa entender nada.
É isso. Eu me rendo.
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