segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Oi Baby,

Você não sabe que eu te chamo de baby, né? Eu sei. Mas é que entre minhas amigas, você é o Baby. É, talvez seja mesmo uma mania em fazer as pessoas de otárias para entre amigos ter o que falar - como diria o sábio Lobão. Mas não é só isso, Baby. Eu te chamo assim por causa das suas cores em tons de rosa- claro. E também por causa do seu jeito de dizer 'sim' só com a cabeça. E por causa da sua mochila e da sua voz. É por isso que você é o Baby. Não me leve a mal, não tem a ver com a idade, juro que não. Mas é que você é fofo. Fofo e rosa-claro.

Mas então, Baby... Eu preciso te dizer que adoro quando estou com você. Tudo bem, claro!, nossos momentos já poderiam ser melhores, eu sei... mas de repente, essa velocidade toda assim, devagarzinho, deve ser coisa de baby também. Mas que acelera quando a gente bebe - e como a gente bebe! Aí você me fala que eu sou diferente, diferente como?, ah... diferente das outras; meio doida, eu não sou meio doida, é sim. E a gente se beija. É fofo. É baby.

Mas enfim.. deixa eu ir logo ao que interessa. Não se apaixona por mim, Baby. Mesmo que eu me faça de envolvida, que eu toque violinos bem baixinho aos seus ouvidos, mesmo que eu combine de ter filhos, ir ao clube, viajar no carnaval com você. Não acredita em mim, Baby. Porque você é tão lindo e eu... eu vou partir o seu coração. Shh... não fala nada. Você não sabe. Eu sou assim: viciada em partir corações. Sou dissimulada, mal resolvida, filha da puta - chame como quiser. Mas é que eu não vou trocar minhas noites salgadas iluminadas com luzes vermelhas pelo seu rosa-claro. Desculpa, Baby.
Então, assim... quando eu me derreter na sua frente, não leva a sério. É tudo farsa, tudo ácool, tudo fase. Não me leva a sério, porque eu não quero partir o seu coração. Não o seu. Não mais o seu. Combinado?

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