Ex-namorado é uma praga. Muito, muito chato.
Porra, o ex vai ser para sempre ex. As pessoas entram na igreja jurando eternidade. Começam a correr na Lagoa achando que vai durar. Juram serem mais saudáveis de agora em diante. Mas nada dura. Só o ex.
O ex-namorado é sempre símbolo daquilo que quase funcionou. Só quase, depois acabou e virou prova viva de que todos nós somos difíceis pra cacete.
Eu tenho vários e a maior parte deles não fala mais comigo. Acho bom, até. Evita essa história de ‘e aí? O que anda fazendo? E sua irmã, casou? Entrou no doutorado? Tem falado com a Cínthia?’. Evita ser observada. E evita saber que seu ex é atual da gostosinha de dezoito anos.
Mas, na verdade, eu nem tenho do que reclamar. Pouco encontro, pouco falo, pouco sei. Quando sei, foi por conta de algum surto meu que me fez ligar para ele de madrugada bêbada, ou no dia seguinte para pedir desculpas. Fora isso, não tenho chateação. Mas tive ontem. Aliás, ontem foi foda.
Sabe mosquito, que você foge, espanta, tenta matar e sempre volta? Foi assim. Meu ex ontem deu uma de mosquito.
O Rio de Janeiro é pequeno, tudo bem, mas encontrar com ele em um local, mudar de bar e ele aparecer lá uma hora depois já é demais. Ô mosquitinho chato!
Enfim, fiz o meu papel. Estava com o meu romance da vez e achei inapropriado continuar no primeiro bar. Fui para um segundo, onde meu ex apareceu. Apareceu e lá permaneceu. Já não podia fazer nada. Continuei com meus beijos e risos e abraços - desses que a gente usa quando sai com peguete e que desaparecem quando o peguete vira caso sério – e relaxei.
Mais um chope, e outro, e outro, e vamos?
Pra minha casa?
Ok!
É a vida que segue, ora bolas.
2 comentários:
O pior tipo de ex é aquele que ainda não atendeu que sexta-feira é dia de atual.
Entendeu...Olha o ato falho!!
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