terça-feira, 19 de maio de 2009

Boa, Cazuza!

Sabe o que é? É cansaço.
É ter um porrilhão de coisas durante o dia para aplicar minhas energias. É o trabalho – e a crise, o jornal que vai sair, o layout novo. Tem também a faculdade e junto, a Sociologia, Assessoria, Projeto em TV e nem sei mais o que. Devo dar conta da academia, de colocar a leitura em dia, de renovar minha carteira de habilitação, fazer minha ultrassonografia.
Então, é isso. Eu tenho cansaço para relações muito complicadas.

Foi-se o tempo em que o recreio era o único meio de liberar as tensões. Nessa época era, no mínimo, pertinente que se arranjasse um namorado bem cri-cri, que curtisse uma discussão, uma cena no meio da rua, um drama de cinema. Mas isso é coisa exclusiva de adolescente, que precisa aliviar o estresse e ainda não tem preocupações suficientes. Aí eles acreditam que os opostos se atraem. E sofrem, como sofrem. E ocupam suas mentes com esses casos tão difíceis, quase impossíveis.

Agora não é mais assim. Quem já caiu na real, percebeu que a boa não é nada de oposto. Que oposto, o que? O ideal é encontrar alguém bem parecidinho, mesmo que, caso seja diferente, já tenha a maturidade para saber que cada um é cada um e isso não é motivo para bater boca.

Hoje eu quero paz. Quero algo fluido, que me faça curtir o restante das horas do dia - quando não estou preocupada com a conta de celular, com a pressão social do 'quando vai casar?', com o IPVA.

Por favor, como diz o bom e velho poeta, “eu quero a sorte de um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida” e nada mais.

2 comentários:

Line disse...

Texto excelente, fruto de muitas e muitas conversas nossas. Maravilhoso percebermos que nos podemos sim ser simples, cabe a eles conseguirem o mesmo.
Tudo bem FLUIDO! Nao eh assim?
:)

Mar... disse...

Adorei....me identifiquei totalmente..bjos