sábado, 4 de abril de 2009

Surpresa!

Somos humanos.
Com todos os defeitos, podridões e futilidades, das mais baixas, somos, sobretudo, humanos.
Capazes de nos adaptar ao frio do clima e também a outros frios eventuais que a vida nos traz.
Capazes de nos moldar às situações mais adversas: um bloco de carnaval sem espaço para respirar, uma cama pequena que deixa tornozelos para fora, um chuveiro que não esquenta em pleno inverno. Sobrevivemos sempre.
Porque somos humanos.
Humanos que podem ser capazes de mudar..

E eu que, especialmente nesta fase da vida, já estava cética em relação a isso. Com a certeza de que ninguém no mundo muda, estava já tentando me acostumar com os sapos que encontrasse pelo caminho. Fazendo o possível para aceitá-los – pois seriam para sempre sapos – e engoli-los, nem que fosse à base de muita vaselina, paciência e fartos goles de cachaça.
Mas parece então que humanos, além do frio adaptado, do chuveiro acostumado, também mudam. E o sapo – aquele imutável, inaceitável, insustentável - de repente, vira príncipe.
Talvez não para sempre - meu ceticismo quanto ao pouco altruísmo da espécie e a consequente pouca mudança de si próprio não se esvai assim. Mas mudar um pouco já é um início.
Um muda. E espera que o outro mude também.
E aceite, entenda, perdoe.
Não que seja um trabalho fácil, mas deve ser possível..
Porque se um lado muda, pode o outro também mudar.
E aceitar, e entender e perdoar.

Um comentário:

Daniel Souza disse...
Este comentário foi removido pelo autor.