Um puta trabalho para fazer o açúcar todo do copo descer.
Ah é... porque essa história é como se fosse um copo d’água. Estava lá, paradão, sem graça. O meu copo cheinho, cheinho. Levando a vida insossamente, como muitos outros copos pelo mundo.
Aí eu enchi de açúcar. Para adoçar, melhorar, sei lá.
Joguei lá colherada por colherada com o maior cuidado para não deixar o copo transbordar. Porque se o copo transborda é a maior merda, faz a maior cagada e eu tenho preguiça de limpar. Se o copo transborda você tem que encher tudo de novo, oi, qual é o seu nome?, telefone? – não.
Joguei o açúcar lá com cuidado e a água ficou boa. Docinha. Mais leve, agora a água tinha dias deliciosos, em companhia, menos sozinha.
Ah é... porque essa história é como se fosse um copo d’água. Estava lá, paradão, sem graça. O meu copo cheinho, cheinho. Levando a vida insossamente, como muitos outros copos pelo mundo.
Aí eu enchi de açúcar. Para adoçar, melhorar, sei lá.
Joguei lá colherada por colherada com o maior cuidado para não deixar o copo transbordar. Porque se o copo transborda é a maior merda, faz a maior cagada e eu tenho preguiça de limpar. Se o copo transborda você tem que encher tudo de novo, oi, qual é o seu nome?, telefone? – não.
Joguei o açúcar lá com cuidado e a água ficou boa. Docinha. Mais leve, agora a água tinha dias deliciosos, em companhia, menos sozinha.
Mas eu não sei... não sei se errei na mão, na dosagem, no açúcar. O lance é que o doce começou a doer. Sabe quando a coisa fica doce demais e dói o maxilar? Então... o meu começou a doer. Maxilar, mente e coração. Aí era o maior chororô, bate-boca, bate-porta, vouimbora, tchau!
Fui.
Mas nada é tão simples assim... Quando você resolve jogar um açuquinha na sua água, já era. Não dá mais para tirar.
O que eu fiz? Deixei o açúcar da água descer.
Um puta trabalho para fazer o açúcar todo do copo descer.
Fiquei sem tocar no copo por meses. Tentando não falar, não encontrar, nem pensar. O açúcar desceu. Ficou aquela camada branquinha no fundo do copo, ali, imperceptível. A água voltou a ficar insossa, sem graça, dá-lhe cachaça pra esquecer.
Até que eu, como boa ariana eternamente à procura de sarnas para me coçar, resolvi meter logo uma colher na porra do copo. Liguei, mandei mensagem, deixei recado no celular. O açúcar subiu de novo, como mágica, instantaneamente.
Invadiu o copo, recoloriu seu conteúdo e deixou a água incrivelmente mais gostosa.
Agora é deixar o copo quieto de novo. Esperar o açúcar descer e rezar para um dia desaparecer.
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