terça-feira, 25 de setembro de 2007

Tomem nota...

Olha, se eu morrer e, quando chegar lá em cima, houver um deus para me julgar e decidir como voltarei na minha próxima vida, quero deixar algumas coisas bem claras.
Primeiro de tudo, vou querer saber quais atitudes que a gente tem aqui na Terra vão realmente contar para esse julgamento. Quais são as regras? Espero que eles tenham lá um livro, um código penal ou uma revistinha que explique tudo. E nada daquele Português dificílimo, que ninguém entende. Porque eu não vou querer ser julgada a partir da boa vontade de quem me atender – seja deus, São João, Santo Expedito ou o Santo do Pau Oco...
A outra coisa é o seguinte: sejam breves. Não tenho paciência, não vou querer ficar ouvindo sobre cada coisa errada que fiz aqui e esse blá-blá-blá. Façam, por favor, um resumão, com breves tópicos, tipo:
- Quase matou sua irmã 42 vezes
- Contou 1298 mentirinhas e 387 mentirões
- Desejou os sapatos da amiga 169 vezes
- Roubou 79 balinhas das Lojas Americanas
- Pronunciou 1.459.983 palavrões (caralho... será que isso conta?)

Outra coisinha é sobre a minha próxima encarnação. Se for decidido que eu pequei pra cacete e terei que voltar ao mundo humildemente, como um animal, tudo bem. Mas vou logo avisando que existem alguns animais que não haverá jogo, hein? Pode riscar da lista de possibilidades.
O primeiro deles é o pingüim. Puta que o pariu... o bichinho sofre. Vi aquele filme da marcha lá que eles fazem e porra... é muito frio, não vai dar, não.
Outro bicho que não vai rolar é cachorro. Não vai inventar de me trazer de volta em forma de poodle, por favor. Esses cachorros de hoje em dia estão todos absolutamente esquizofrênicos dessa vida de apartamento-elevador-jornal no cantinho. São todos psicóticos e nem existe terapia para eles... Não e não.
E o terceiro bicho que eu não topo ser é peixe de aquário. Eu vejo a vida que os meus levam, dentro do meu aquário; Não estou a fim de arriscar viver como eles; em um pote de vidro inteiramente cagado e mal cheiroso porque minha dona morre de preguiça de limpá-lo.
Sobre o resto dos bichos, eu posso pensar no caso...
Mas ó, não vão pensando que só porque são divinos vão vir para cima de mim dizendo o que tenho e o que não tenho que fazer, tão me ouvindo? Eu vou questionar tudo. Vou ser um saco.
E a minha última exigência, seja lá para onde for mandada (andar de cima ou andar de baixo), eu espero que seja cumprida: façam o favor de colocar uma televisão com NET e um computador com acesso ao Orkut liberado. Aí eu juro que tentarei ficar quietinha, e não incomodo mais santo algum para o resto da eternidade.

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