Passam pais, passam seguranças, passarinhos, infâncias. O vento que bate sempre ajuda a fazer tudo passar.
Passa o tempo, passa o lixo, passam jogos, buzinas, faróis altos, placas de sinalização dizendo o que devemos fazer: pare, dê preferência, cuidado! Algumas são ignoradas. Cabe a nós, passantes, decidir quais.
Passam também buracos, desvios, subidas, descidas. Maus pedaços, bagaços, namorados, apaixonados, amantes, gigantes. E passam escolas, igrejas, esquinas e festas. Cheiros de pipoca, de Coca, de verde, de sede, de esgoto, desgosto, de bagulho, de entulho.
E esbarram-se crianças, senhoras, gente lerda, um bolinho de merda, atletas, espertas, carrinhos, pedalinhos, flanelinhas, nessa linha, o importante é não parar. O importante é chegar até o final, dia após dia.
E ao som do Lulu Santos, assim eu vou, sem olhar para trás. Acelerando o coração, com determinação. Em movimento, com sentimento, vou numa boa... corro meus cinco quilômetros na Lagoa.
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