Tenho me sentido esquisita. Meio peixe fora d’água. Meio miolo de pão no canto do prato. Não sei. Tudo isso que está em volta é um show muito bonito, mas cansa. Cansam-me os olhos, tantas luzes. Cansam-me os músculos, tantas horas. Todo esse movimento, toda essa pluralidade de momentos, tudo acontecendo como faróis de carro em alta velocidade quando flagrados em uma fotografia: apenas rastros brilhantes.
A multiplicidade das pessoas, dos entendimentos, da informação me assusta.
Uma coisa mal aconteceu e já acabou, já é outra. Tão rapidamente que ninguém mais é indivíduo. Nada mais é único. A existência se resume então à mera coexistência. Tudoaomesmotempo.
Há confortos. Maquiagens e miragens. Mas estes de nada me servem. Eu continuo sentindo tudo. Mesmo que todos esses sentimentos sejam hoje vistos como um bucolismo sufocante que a maioria ignora e não gosta. Ainda assim procuro encontrar um sofazinho confortável para viver com calma. E talvez por isso acabe tão esquisita. Se essa filosofia jovial que está na moda do “é preciso amar como se não houvesse amanhã” me envolvesse, não me sentiria tão na esquina. Viveria pelo presente, até a última gota, inconseqüente como se fosse o meu último minuto. Seria parte dessa mistura pós-moderna de vazios cheios de disfarces para não serem tão angustiantes. Mas não consigo me ancorar nesta demagogia, pelo menos não nessa. Então continuo flutuando em infinitos questionamentos que não me levam a lugar algum, mas me fazem viva.
Porque aproveitar a vida para mim não é pensar no presente. O presente é tão curto que ele quase não existe. O que vai contar é o que passou. E o que virá. Não o que é. Porque o que é, já não é mais. Dura frações de segundos, ou menos ainda. Impossível calcular.
Então me sinto de fora. De fora deste mundo meramente artificial de luzes e flashes. Estou fora desse lado de fora. De imagens, regras, dessas tristezas preenchidas com almofadas da moda. Fora dos cem quilômetros por hora, do a vida é agora, da visão embaçada que protege corações alheios. Eu prefiro encarar. E não me importo em me assumir frágil. Não me incomoda me entregar à sensibilidade. Dizer que amo, que sinto, que fui, que sou. Eu não me importo. Eu ainda sou dentro.
A multiplicidade das pessoas, dos entendimentos, da informação me assusta.
Uma coisa mal aconteceu e já acabou, já é outra. Tão rapidamente que ninguém mais é indivíduo. Nada mais é único. A existência se resume então à mera coexistência. Tudoaomesmotempo.
Há confortos. Maquiagens e miragens. Mas estes de nada me servem. Eu continuo sentindo tudo. Mesmo que todos esses sentimentos sejam hoje vistos como um bucolismo sufocante que a maioria ignora e não gosta. Ainda assim procuro encontrar um sofazinho confortável para viver com calma. E talvez por isso acabe tão esquisita. Se essa filosofia jovial que está na moda do “é preciso amar como se não houvesse amanhã” me envolvesse, não me sentiria tão na esquina. Viveria pelo presente, até a última gota, inconseqüente como se fosse o meu último minuto. Seria parte dessa mistura pós-moderna de vazios cheios de disfarces para não serem tão angustiantes. Mas não consigo me ancorar nesta demagogia, pelo menos não nessa. Então continuo flutuando em infinitos questionamentos que não me levam a lugar algum, mas me fazem viva.
Porque aproveitar a vida para mim não é pensar no presente. O presente é tão curto que ele quase não existe. O que vai contar é o que passou. E o que virá. Não o que é. Porque o que é, já não é mais. Dura frações de segundos, ou menos ainda. Impossível calcular.
Então me sinto de fora. De fora deste mundo meramente artificial de luzes e flashes. Estou fora desse lado de fora. De imagens, regras, dessas tristezas preenchidas com almofadas da moda. Fora dos cem quilômetros por hora, do a vida é agora, da visão embaçada que protege corações alheios. Eu prefiro encarar. E não me importo em me assumir frágil. Não me incomoda me entregar à sensibilidade. Dizer que amo, que sinto, que fui, que sou. Eu não me importo. Eu ainda sou dentro.
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