domingo, 24 de junho de 2007

muy hermanos...

Sempre gostei de música para tentar encontrar respostas para todas as minhas perguntas. Muitas vezes, é bem verdade que acabo encontrando ainda mais perguntas. Mas conforta saber que eu não sou a única chata a viver de elucubrações e reflexões do tipo “ponte quebrada” – ligando nada a lugar nenhum.
Uns que, nessa história de conforto, foram praticamente um baita almofadão delicioso, são os Los Hermanos. Aquelas frases e rimas todas bordadas de sentimento sempre me confortaram e me entupiram de paixões. Mas os filhos da puta resolveram acabar. Largaram um monte de indagações soltas no ar e olha, galera, nós tamos indo nessa.
Aí fico eu aqui. Emperiquitada de sensações, emoções e palavrinhas lindas que tatuam a minha mente e me enchem o saco. Barbudos escrotos. Acham que podem dizer em alto e bom som “pois é de Deus tudo aquilo que não se pode ver” dançando em melodias tristonhas e depois se mandar. Acham certo aparecer dentro do meu quarto, conversar com o meu coração (que já não é muito de papo) e desaparecer assim. Sem mais nem menos, como quem diz “se fode aí”.
Era o que faltava. E agora, ô porra? O que eu faço com tudo isso aqui dentro?

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