Ah! Como eu adoro ambiente de faculdade particular. Ar condicionado nas salas, paredes pintadinhas, banheiros nem tão limpos, mas limpos. Eu já estive em faculdade pública, uma desgraça! Pessoas esquisitas, matérias dificílimas, lugares tão distantes. Não que eu desgoste de culturas diferentes, pelo contrário, eu adoro! Sou menina-zona-sul-super-cabeça-aberta, afinal de contas! Adoro andar por esses lugares longínquos e descobrir os subúrbios da cidade! Outro dia mesmo fui ao Rio Comprido, ora bolas!
O lance das faculdades públicas é que, tipo assim, não têm a ver mesmo, sacou? Eu entrei lá, meio que caindo de pára-quedas. O choque cultural me abalou demais. Assim, a sociedade tem dessas paradas, tipo choque cultural. É normal, minha terapeuta de três vezes na semana falou. Tranqüilo...
Então não me enquadrei, não consegui fazer amigos, não me socializei. Aí fiz uma provinha-vestibular e fui-me para a particular. Lá sim, me encontrei. Várias pessoas superalternativas tipo eu, que usam as mesmas roupas e se decoram com os mesmos acessórios. Não que essas coisas todas sejam tão importantes assim, claro que não são! Já disse, sou garota-zona-sul-super-cabeça-aberta, pô! Mas sei lá, sabe? Os professores nos respeitam mais, entende? Eu tenho mais direitos, menos aulas e muito, mas muito mais cervejas. Bem mais minha cara.
Lógico que eu não cortei o contato com o pessoal lá da pública. De vez em quando eu até atendo o celular quando eles ligam. Mas é que eles saem por lugares muito distantes e perigosos. O Rio de Janeiro tem estado muito caótico, eu vi no jornal. Aí, infelizmente acabo ficando só pela minha área, mesmo. Mas eu sempre, sempre falo que na próxima eu vou. Acho maneiro da minha parte, sabe...
Também não me afastei dos movimentos sociais... Eu faço parte de um monte de comunidades do Orkut contra a desigualdade social e já fui na passeata comemorativa dos 100 anos de alguma coisa que eu não lembro direito agora. Até penso em levar essa minha experiência nesse mundo para a faculdade particular. O pessoal lá tem que ter mais visão, sacou? A vida não é só praia, cervejinha e botequim, não! Tem muito mais! Tem a zona Norte toda, imagina! Tem o trem, tem as crianças carentes. Acho muito caído esse pessoal que só pensa em si.
Mas esses são os meus planos do futuro. Agora eu sou nova, sabe? Está na minha hora de curtir bastante. Então eu curto minha faculdade que, por sorte, é particular. Depois eu penso nessas coisas todas. Pelo menos eu continuo fazendo minha parte de menina-zona-sul-super-cabeça-aberta. Leio o jornal, tenho blog na Internet e de vez em quando tiro o salto e me visto de branco para uma manifestação contra a violência em Ipanema, organizada pela Rede Globo (e tinha um monte de artistas lá!).
O lance das faculdades públicas é que, tipo assim, não têm a ver mesmo, sacou? Eu entrei lá, meio que caindo de pára-quedas. O choque cultural me abalou demais. Assim, a sociedade tem dessas paradas, tipo choque cultural. É normal, minha terapeuta de três vezes na semana falou. Tranqüilo...
Então não me enquadrei, não consegui fazer amigos, não me socializei. Aí fiz uma provinha-vestibular e fui-me para a particular. Lá sim, me encontrei. Várias pessoas superalternativas tipo eu, que usam as mesmas roupas e se decoram com os mesmos acessórios. Não que essas coisas todas sejam tão importantes assim, claro que não são! Já disse, sou garota-zona-sul-super-cabeça-aberta, pô! Mas sei lá, sabe? Os professores nos respeitam mais, entende? Eu tenho mais direitos, menos aulas e muito, mas muito mais cervejas. Bem mais minha cara.
Lógico que eu não cortei o contato com o pessoal lá da pública. De vez em quando eu até atendo o celular quando eles ligam. Mas é que eles saem por lugares muito distantes e perigosos. O Rio de Janeiro tem estado muito caótico, eu vi no jornal. Aí, infelizmente acabo ficando só pela minha área, mesmo. Mas eu sempre, sempre falo que na próxima eu vou. Acho maneiro da minha parte, sabe...
Também não me afastei dos movimentos sociais... Eu faço parte de um monte de comunidades do Orkut contra a desigualdade social e já fui na passeata comemorativa dos 100 anos de alguma coisa que eu não lembro direito agora. Até penso em levar essa minha experiência nesse mundo para a faculdade particular. O pessoal lá tem que ter mais visão, sacou? A vida não é só praia, cervejinha e botequim, não! Tem muito mais! Tem a zona Norte toda, imagina! Tem o trem, tem as crianças carentes. Acho muito caído esse pessoal que só pensa em si.
Mas esses são os meus planos do futuro. Agora eu sou nova, sabe? Está na minha hora de curtir bastante. Então eu curto minha faculdade que, por sorte, é particular. Depois eu penso nessas coisas todas. Pelo menos eu continuo fazendo minha parte de menina-zona-sul-super-cabeça-aberta. Leio o jornal, tenho blog na Internet e de vez em quando tiro o salto e me visto de branco para uma manifestação contra a violência em Ipanema, organizada pela Rede Globo (e tinha um monte de artistas lá!).
Nenhum comentário:
Postar um comentário