Eu não agüento mais traços vazios, nem passos macios, nem laços sem fios, nem olhares de aço e frios.
Eu não tenho mais paciência para inícios de vícios não propícios, infinitos, de tão finitos, porque quando acabam, amargam, marcam, alargam os nós e dá dó de tanto que dói pra sempre.
Eu que não quero mais largar esta realidade cinza por um mundo rosa, se um dia ele desbota e dá cambalhota, ficando todo azul, comum.
Eu tenho é medo do fim então nem começo, não digo sim, não me arremesso, guardo pra mim.
Porque eu sei que não há beleza alguma, nenhuma, em terminar, acabar, finalizar.
Eu sei que o único fim que se aprecia é o fim de um dia, quando termina a rotina e o laranja do céu deita, com cheiro de missão feita, e quando o olho se endireita e percebe o que chega: A lua na rua, na noite inteira preta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário