quinta-feira, 5 de abril de 2007

Clic!

Então cá estou, tentando preencher esse fundo escuro com letrinhas brancas, luminosas. Acho que por isso escolhi este modelo de página – dentre a infinidade de opções que me foi dada. Porque no fundo, eu acho que é mais ou menos isso o que acontece com as pessoas ou, pelo menos, comigo. Eu fico tentando preencher a minha vida cheia de angústias, meus pensamentos tão vazios, meus medos tão inevitáveis com “letrinhas brancas luminosas”. Por algumas vezes, essas letrinhas são um colo confortável, que me dá muito carinho e me faz esquecer de tudo. Outras vezes, elas são aventuras de perigo e álcool, numa rotatividade tão intensa e veloz, que as conseqüências, muitas vezes, são um escuro ainda maior. De vez em quando, coloco minhas letrinhas luminosas em um caderno comum, mesmo. E lá, tento me escrever...tento esvaziar o que há dentro de mim, para ver se consigo iluminar alguma coisa...sempre em vão! O que ajuda de vez em quando é reler o que eu me escrevi. Ajuda a entender um pouco dessa teia de pensamentos que me embola, mas já me confundo toda novamente no momento seguinte, porque a velocidade do que está dentro da gente, raramente coincide com o que está fora. O fato é que eu tenho vivido da melhor maneira possível, pensando minimamente sobre os pensamentos sem fim, para amenizar toda essa angústia, toda essa falta de certeza, toda essa inquietação que já vem instalada na gente quando nascemos. Aqui é, nada mais nada menos, do que mais uma tentativa. Mais uma tentativa de clarear um pouco os meus dias e me fazer parar de passar as noites em claro, vagando de pensamento para pensamento... num labirinto de idéias onde, quanto mais me perco, mais escuro fica, mais medo dá... Vamos ver se essas letrinhas brancas e luminosas iluminam essa tela preta e, assim, iluminam também um pouquinho de tudo aqui na minha cabeça. Para assim, eu finalmente conseguir encontrar o interruptor de todo esse breu e salpicar minha vida com um pouco mais de realidade e atitudes que, na verdade, são o que realmente contam. Por mais rico que seja qualquer pensamento, ele não vai ficar. São, na verdade, as atitudes tudo o que realmente vai ficar quando a gente se for, no nosso próprio escuro, para sempre.

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