Restaram confetes, plumas, serpentinas, penas. Pelos cantos, latas de cerveja – sobras de antigas fontes de alegria e inspiração. Os refrões ainda ecoam pelo ar e a cidade, lentamente, volta a ser o que era. A quarta-feira passou e tudo começa a se desbotar, dando lugar ao cinza. Ao velho e habitual cinza – de construções, pedras portuguesas. De toda a sujeira que existe aqui.
Todas aquelas cores, aquela euforia, não levam o nome de fantasia à toa. As máscaras, os disfarces, as capas - esconderijos eficazes para passar os cinco dias de carnaval.
Depois acaba.
A quarta-feira chega e tudo vira cinzas.
De novo.
Que nem eu.
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