Ela vai, ele não vem.
Ela liga, fala inglês, dinamarquês, ele não vê.
Não fala, não cala.
Ela lembra, remexe os pensamentos, vê a roupa, o sorriso, o cheiro.
Vê o invisível; ele agora, saindo do banho, sorrindo à toa, pegando um ônibus.
Porque ela ficou tão lá.
Ela é lá. Fá, mi. Ele é sol.
Ela é só, ele não.
E eles dançam.
Nesses passos descompassados, tão passados e espaçados.
Eles dançam.
Nessa música que não acaba.
Enquanto se acaba o resto todo.
Os invernos, os verões.
Os anos, as tensões.
Mas essa música...
Essa música não acaba.
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