Estávamos todos lá, todos os dias, animados. Cada um de nós bebia sua cerveja e corria atrás do bloco. Cada um de nós tentando se enganar e armando armadilhas para nós próprios cairmos. A bebida tem dessas coisas. E o carnaval também. Parece uma mágica de fazer tudo ficar lindo no momento em que se vê e triste, tristíssimo, no momento em que se lembra.
As ruas do Rio de Janeiro foram tomadas por pessoas tristes fantasiadas de felizes. Para se convencerem ainda mais, usaram roupas engraçadas, beberam todas as bebidas e suaram todas as mágoas acumuladas. Tudo para fazer das fantasias de feliz o mais real possível. Tudo fantasia.
Aí acaba. Minha casa uma bagunça que me dá até medo de entrar. Minha vida nem se fala. Mas não dá para ter medo de entrar na nossa própria vida porque a gente nunca teve a coragem de sair dela. Acaba e fica um sentimentozinho meio nostálgico que diz “como é bom se fingir de feliz”, misturado com uma dor de cabeça que vem com o peso da solidão do dia-a-dia e se acaba numa música que não sai da minha mente e diz “The sun sets on the war the day breaks and everything is new...everything is new”.(e que por mais irônico que possa parecer, se chama Losing A Battle, Winning A War)
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